quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Restaurante dos gases

Há relativamente pouco tempo andava eu mais o Sérgio a tratarmos de uns assuntos na zona da Avenida de Roma em Lisboa e chegou a hora de almoço. Ali perto havia um restaurante nosso conhecido há muitos anos mas ao qual já há bastante tempo que não íamos e entrámos. Instalámo-nos, pedimos e aguardámos. Numa mesa só de um lugar ao nosso lado sentou-se um senhor com relativo bom aspecto já idoso. Quase de repente olho para o meu filho e vejo na cara dele alguma estupefacção. Falámos e ele disse-me que o tal senhor estava com gases. Até aí eu não tinha sentido nem ouvido nada. Ele estava de costas para nós e qual é o meu espanto quando vejo o homem inclinar-se e lá vai disto sem qualquer pudor nem respeito quer pelo local quer pelas pessoas. Foi de tal modo ordinário que nos levantámos para junto do balcão para acabarmos de almoçar, o mais rápido que conseguimos, para fugir dali. Queixei-me ao empregado que falou ao patrão e à patroa, mãe e filho que, muito pesarosos com a bronca se vieram desculpar em nome da situação. Entretanto foram-nos dizendo que já era habitual esse procedimento daquele cliente, não só ali mas noutros locais idênticos na zona. Perante isso, eu respondi-lhes que tinham a faca e o queijo na mão. Era chamá-lo à rua e dizerem-lhe que estava proíbido de lá entrar. Tal assim não foi. Como era um cliente habitual e que devia fazer um bom consumo deram-se ao luxo de o desculpar. Que já lhe tinham chamado à atenção mas mais não fizeram. Ou seja, continuam a deixar uma aberração daquelas entrar no seu estabelecimento de comidas e vão vendo se ele vai escapando de ser apanhado. Esse restaurante serve jantares e almoços e nestes costuma ter casa cheia. Fiquei pasmada. As minhas palavras não conseguem descrever o insólito desta situação. O restaurante chama-se: A Catita" e lá há boas cozinheiras mas com aperitivos destes não há estômagos que resistam.

3 comentários:

Lynce disse...

A sua história é incrivel, como é possivel em pleno sec XXI existir pessoas assim? o que descreveu roça a ordinarice. Eu procederia exactamente como fez e aconselharia os meus amigos e não só a não frequentarem esse tal "restaurante".

sou gato, logo existo! disse...

e quem fala assim não é gago!!!
=^-^=

Cor de Mel disse...

Não há estomago que aguente...
acredito Isabel, acredito...
Beijinhos,
Lia.