quarta-feira, 2 de abril de 2008

Ourivesaria Figueiró dos Vinhos

Aqui funcionou uma antiga ourivesaria, em Figueiró dos Vinhos. Apesar de degradado gostei do pormenor da esquina do edifício. São coisas do passado.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Rua de São Paulo, Lisboa



Fachada de edifício na Rua de São Paulo em Lisboa, com azulejos antigos.

Mercearia Ideal do Bairro Azul,Lisboa

O Senhor Carlos tirando um café
Engenhoca anti tabaco na parede exterior.Veja-se o cinzeiro. À hora de almoço também serve para pousar umas imperiais, enquanto se fuma cá fora....
Este estabelecimento emblemático na Cidade de Lisboa, concretamente da Rua Ramalho Ortigão,tem os dias contados, assim como está. Decorre o processo, na Câmara Municipal de Lisboa, para obras de remodelação que lhes foram exigidas há uns tempos. É um estabelecimento adorável. Servia sopa, bifanas, pregos, salgados, omeletes no pão etc.etc. Tinham sucesso, tudo era confeccionado e servido por homens, que presumo seram sócios de longa data. Invejas da vizinhança do ramo que viam casa cheia. Foram proíbidos de tudo isso por não terem condições. Pois é. Eu já passava aqui à porta quando andava na escola, ciclo preparatório, a Marquesa de Alorna que ainda existe. Tem sido um acto de coragem e um desafio a persistência deste estabelecimento. Aos lisboetas não lhes é permitido manter nada das suas imagens do passado. Obras sim. Mas porquê arrasar com o aspecto geral do interior do estebelecimento? É pena. Só espero que no novo projecto não estejam incluidos os belos espelhos e inoxs a condizer. Não sei porque é que em Inglaterra um dos pratos "favoritos" seja o "fish and chips" servido em folhas de jornal.
Aqui encontra-se um pouco de tudo e quando não há, arranja-se maneira de passar a haver. Ainda se levam compras aos clientes, alguns nos quintos andares. A pé e às costas se for preciso. Têm muita clientela idosa e o serviço que prestam é uma grande valia para eles. É só pedir. Por incrível que pareça são muito próximo do "El Corte Ingles". Mais mérito têm, pela sua coragem em insistirem e existirem e servirem.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Supermercado Doce Mel, Figueiró dos Vinhos

Figueiró dos Vinhos visto a partir do alto da Torre da Antiga Cadeia
Este fim de semana tivémos necessidade de encomendar um leitão assado num supermercado em Figueiró dos Vinhos, que já conhecíamos. O leitão é assado em Maçãs de D. Maria que também conhecemos, inclusivé o local onde os mesmos são preparados e até já lá comprámos pessoalmente. Até aqui tudo bem. Marcou-se então que a encomenda estivesse pronta por volta das 16,30 para levantar nesse supermercado. Um pouco antes da hora fomos até lá mas ainda não tinha chegado o dito. Fomos esperando, esperando, andámos visitando a loja a ver as novidades, fizeram-se umas pequenas compras e do leitão nada. Continuando a esperar aproxima-se o dono que, com muita simpatia liga para o local de onde devia vir a nossa encomenda. Lá ficou outra vez combinado que daí mais ou menos a 15 minutos chegava pois o empregado estava já a caminho de Figueiró. O tal senhor achou piada nós não estarmos aborrecidos e foi dizendo que lamentava, que tempo é dinheiro etc etc. Nós sempre a dizer-lhe que não se preocupasse que havia tempo. Então, num gesto único, perguntou-nos para onde seguiria o leitão, respondemos-lhe que para Vila Nova de Oliveirinha, Tábua, para o almoço de Domingo. Muito bem, então quando os senhores saírem pela caixa vão levar, oferta minha, duas garrafas de Vinho Viçoso da Bairrada para acompanhar e não se esqueçam de o beber bem frio. E esta hem? Foi a primeira e única vez que vimos aquela pessoa que nos quis compensar pelo tempo de espera ainda que nós não tenhamos protestado. Fica aqui o nosso elogio ao proprietário do Supermercado Doce Mel em Figueiró dos Vinhos.

quarta-feira, 5 de março de 2008

O amanhecer com vacas


Um senhor conhecido do meu marido viajou para França acompanhado da esposa a fim de visitar os pais dele que são lá emigrantes há muitos anos.


Foram em carro próprio, levavam tenda e íam parando à medida das suas necessidades inclusivé para não viajarem de noite.


Numa das zonas dos Pirinéus que eles já conheciam de outras viagens encontraram um campo verde sem árvores próximo, montaram a tenda, jantaram e lá passaram mais uma noite.

Até aqui tudo bem, mas ao amanhecer começaram a ouvir vozes de vacas a mugirem, vêm espreitar para o exterior e ficaram estupefactos: o campo estava coberto de vacas a pastar e a tenda ali perdida no meio delas. Ficaram extremamente assustados sem saber bem o que fazer.

Pensaram e então decidiram que o senhor, muito devagarinho sem alaridos fosse pondo as coisas no carro, a senhora sentou-se dentro do mesmo e com muito calma conseguiram sair dali sem que nada de grave lhes tivesse acontecido.

Eu também gostava de estar ao longe para ver esta cena.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Era uma vez uma chave, Feira da Ladra


Este caso não se passou comigo mas sim com um antigo colega a quem e não sei porquê, também lhe aconteciam coisas insólitas, no fundo, como a todos nós.


Contou-me ele que tinha uma antiga fechadura em bom estado mas sem chave que não lhe tinha qualquer utilidade assim.


Um dia deambulando pela nossa Feira da Ladra em Lisboa, descobriu num vendedor, amontoadas no chão, uma série de chaves. Perguntou ao vendedor se levasse a fechadura até lá ele lhe autorizava a experimentá-las para tentar encontrar alguma que lhe desse com a mesma. Estavam marcadas a cinquenta escudos (ainda).


Na vez seguinte lá trouxe a fechadura e pacientemente foi experimentando até que encontrou uma que servia, levanta-se, prepara-se para pagar e eis quando o vendedor lhe pede quinhentos escudos. Ele ficou passado e disse-lhe que estavam marcadas a cinquenta.


Explicação do vendedor: a cinquenta as que não serviam, as que serviam tinham que ser a quinhentos.


Conclusão da história: a fechadura voltou para casa sem chave....

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Calceteiros em Lisboa, calçada portuguesa

Hoje ao passar na Rua do Conde Redondo em Lisboa encontrei este trabalhador a reparar um passeio. É uma profissão muito apreciada e muito valiosa. Eu tive dois tios maternos que também eram. Um deles funcionário da Câmara Municipal de Lisboa e o outro irmão funcionário no Palácio Nacional da Ajuda também em Lisboa. Eram chamados calceteiros.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Carrinha Dodge 1947

Dodge de 1947
Como apreciadores de carros antigos, os chamados clássicos, não pude passar indiferente a esta pequena notícia do Jornal Sexta Feira. A carrinha restaurada pertence aos Bombeiros Voluntários de Valadares. Espero ter o prazer de a ver pessoalmente um dia. Quem sabe? Nos nossos encontros de clássicos. Parabéns aos autores.

Lenda das Obras de Santa Engrácia


Obras de Santra Engrácia.......

Bolinhos de chuva, Brasil


Encontrei esta curiosidade junto às receitas antigas da minha sogra que juntava todas as que podia. Adorava cozinhar e ver as novelas brasileiras pois em Portugal, as primeiras novelas vieram do Brasil, com especial relevância para a "Gabriela, Cravo e Canela" de Jorge Amado. Foi uma referência para nós. Não se perdia um episódio. Foi o início do acesso a uma outra cultura que não era dispendiosa. Estive a organizar um pouco melhor as antigas receitas e encontrei umas coisas engraçadas. Se ela pudesse ver achava piada a esta novidade dos blogs.