sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Era uma vez uma chave, Feira da Ladra


Este caso não se passou comigo mas sim com um antigo colega a quem e não sei porquê, também lhe aconteciam coisas insólitas, no fundo, como a todos nós.


Contou-me ele que tinha uma antiga fechadura em bom estado mas sem chave que não lhe tinha qualquer utilidade assim.


Um dia deambulando pela nossa Feira da Ladra em Lisboa, descobriu num vendedor, amontoadas no chão, uma série de chaves. Perguntou ao vendedor se levasse a fechadura até lá ele lhe autorizava a experimentá-las para tentar encontrar alguma que lhe desse com a mesma. Estavam marcadas a cinquenta escudos (ainda).


Na vez seguinte lá trouxe a fechadura e pacientemente foi experimentando até que encontrou uma que servia, levanta-se, prepara-se para pagar e eis quando o vendedor lhe pede quinhentos escudos. Ele ficou passado e disse-lhe que estavam marcadas a cinquenta.


Explicação do vendedor: a cinquenta as que não serviam, as que serviam tinham que ser a quinhentos.


Conclusão da história: a fechadura voltou para casa sem chave....

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Restaurante dos gases

Há relativamente pouco tempo andava eu mais o Sérgio a tratarmos de uns assuntos na zona da Avenida de Roma em Lisboa e chegou a hora de almoço. Ali perto havia um restaurante nosso conhecido há muitos anos mas ao qual já há bastante tempo que não íamos e entrámos. Instalámo-nos, pedimos e aguardámos. Numa mesa só de um lugar ao nosso lado sentou-se um senhor com relativo bom aspecto já idoso. Quase de repente olho para o meu filho e vejo na cara dele alguma estupefacção. Falámos e ele disse-me que o tal senhor estava com gases. Até aí eu não tinha sentido nem ouvido nada. Ele estava de costas para nós e qual é o meu espanto quando vejo o homem inclinar-se e lá vai disto sem qualquer pudor nem respeito quer pelo local quer pelas pessoas. Foi de tal modo ordinário que nos levantámos para junto do balcão para acabarmos de almoçar, o mais rápido que conseguimos, para fugir dali. Queixei-me ao empregado que falou ao patrão e à patroa, mãe e filho que, muito pesarosos com a bronca se vieram desculpar em nome da situação. Entretanto foram-nos dizendo que já era habitual esse procedimento daquele cliente, não só ali mas noutros locais idênticos na zona. Perante isso, eu respondi-lhes que tinham a faca e o queijo na mão. Era chamá-lo à rua e dizerem-lhe que estava proíbido de lá entrar. Tal assim não foi. Como era um cliente habitual e que devia fazer um bom consumo deram-se ao luxo de o desculpar. Que já lhe tinham chamado à atenção mas mais não fizeram. Ou seja, continuam a deixar uma aberração daquelas entrar no seu estabelecimento de comidas e vão vendo se ele vai escapando de ser apanhado. Esse restaurante serve jantares e almoços e nestes costuma ter casa cheia. Fiquei pasmada. As minhas palavras não conseguem descrever o insólito desta situação. O restaurante chama-se: A Catita" e lá há boas cozinheiras mas com aperitivos destes não há estômagos que resistam.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Calceteiros em Lisboa, calçada portuguesa

Hoje ao passar na Rua do Conde Redondo em Lisboa encontrei este trabalhador a reparar um passeio. É uma profissão muito apreciada e muito valiosa. Eu tive dois tios maternos que também eram. Um deles funcionário da Câmara Municipal de Lisboa e o outro irmão funcionário no Palácio Nacional da Ajuda também em Lisboa. Eram chamados calceteiros.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Carrinha Dodge 1947

Dodge de 1947
Como apreciadores de carros antigos, os chamados clássicos, não pude passar indiferente a esta pequena notícia do Jornal Sexta Feira. A carrinha restaurada pertence aos Bombeiros Voluntários de Valadares. Espero ter o prazer de a ver pessoalmente um dia. Quem sabe? Nos nossos encontros de clássicos. Parabéns aos autores.

Lenda das Obras de Santa Engrácia


Obras de Santra Engrácia.......

Bolinhos de chuva, Brasil


Encontrei esta curiosidade junto às receitas antigas da minha sogra que juntava todas as que podia. Adorava cozinhar e ver as novelas brasileiras pois em Portugal, as primeiras novelas vieram do Brasil, com especial relevância para a "Gabriela, Cravo e Canela" de Jorge Amado. Foi uma referência para nós. Não se perdia um episódio. Foi o início do acesso a uma outra cultura que não era dispendiosa. Estive a organizar um pouco melhor as antigas receitas e encontrei umas coisas engraçadas. Se ela pudesse ver achava piada a esta novidade dos blogs.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Lenda do Galo de Barcelos

Ao cruzeiro seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico da cidade, anda associada a curiosa lenda do galo. Segundo ela, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou: - É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem. Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz. Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor à Virgem e a São Tiago