segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

História dos símbolos: Sporting,Benfica e Porto









Achei interessante publicar a história dos símbolos das três principais equipas portuguesas. Fazem parte da história do desporto.

Massa verde,feijão verde,caldo verde

Há uns anos atrás necessitei de me deslocar a uma pequena loja na minha área de residência com a finalidade de comprar um pacote de massa verde. Ía experimentar uma receita nova e não tinha dessa massa em casa. Entrando na dita loja perguntei à proprietária, a D. Maria José, se tinha massa verde, ao que ela me respondeu que não tinha. Ainda estava dentro da loja quando chegou uma segunda cliente perguntando se havia feijão verde e também não tinha. De seguida entra uma terceira cliente que pergunta por caldo verde que por acaso também não havia. A minha surpresa e a da D. Maria José foi de espanto. Numa questão de minutos, três clientes perguntando por produtos verdes e nenhum deles havia.....são coisas do dia a dia que nos acontecem, muito insólitas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Visita ao Palácio de Belém

Palácio Nacional de Belém, Lisboa
Corria o ano de 2002/2003? quando eu e uma ex-colega, a Graça, nos lembrámos de ir visitar uma exposição de presépios no Palácio de Belém. Se bem o pensámos melhor o fizémos. Combinou-se o dia e lá fomos nós, porque trabalhávamos por turnos que coincidiram, transportes escolhidos e eis-nos a caminho do Palácio, talvez por volta das 15 ou 15,30H, quando lá chegámos.

Mas aqui temos uma surpresa: não havia exposição de presépios mas sim de tapetes de Arraiolos. Pensámos e decidimos aproveitar a nossa deslocação na mesma, pois já lá estávamos à porta.

Falou-se com o segurança sobre o assunto, deu-nos ordem para entrar e lá fomos visitar a dita exposição.

Durante o percurso no Palácio passava-se de umas salas para as outras sem portas pois circula-se facilmente entre as mesmas.

Estávamos já lá há um bocadito, nós e outros visitantes (poucos) quando se fez total silêncio, olhámos e eis que passa o Senhor Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, acompanhado talvez de um Secretário, com as respectivas pastas debaixo do braço, a caminho do Gabinete Presidencial. Cumprimentou-nos dizendo boa tarde meus senhores e minhas senhoras, ao mesmo tempo fazendo-nos uma pequena vénia, sorrindo. E nós também. Tão simples quanto isso.

Se quizéssemos visitar o Presidente, provavelmente, não seria possível e sem que nada o fizesse prever aconteceu. Gostámos. Para mim, politiquices à parte, que não sou disso, foi o Presidente da República mais simpático e mais próximo de nós, vulgares cidadãos ( em minha opinião).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Peixe espada com anzóis

Isto aconteceu-nos o ano passado num célebre restaurante da Baixa da Banheira. Fizémos lá um jantar de anos de um filho. Nós, os pais escolhemos peixe espada grelhado, pois eles são especialistas em peixe. Vinha com excelente aspecto mas acompanhados do respectivo anzol. No caso do meu marido, só deu por ele quando mastigava o peixe. O empregado, que é uma simpatia ficou espantado e foi falar com o patrão que estava a jantar numa mesa ali perto. Surpresa! Nem se mexeu. Esteve literalmente nas tintas para o assunto.

Polvo à lagareiro e ervilhas à mocada

Recentemente dirigi-me a uma churrasqueira à beira da estrada na localidade de Sapataria, Torres Vedras. Estabelecimento recente e bonito. Já lá tinha ido uma vez e gostei, com o filho mais novo. Desta vez foi com o Rui e a Paula. Escolhemos ervilhas com ovos escalfados e a Paula, polvo à lagareiro, por serem pratos do dia e por isso, mais rápidos a serem servidos. Pensámos nós! O polvo à lagareiro foi rápido mas com mais pompa, trazia um saco de plástico dentro da cabeça. Ou seja foi cozinhado sem sequer ter sido lavado. A ervilhas demoraram uma boa meia hora e quando chegaram à mesa parecia que tinham andado na guerra. Senti logo ( eu também sei cozinhar este prato) que a demora tinha sido para as descongelarem já cozinhadas. Daí o aspecto de comida que esteve a ser remexida e provavelmente sabe-se lá quantas vezes já tinha ido ao lume. Estavam mesmo com mau aspecto. Não sabiam mal. Lá as digerimos sempre a refilar. Com respeito ao saco no polvo, a dona ainda agravou mais: sabe, são coisas que acontecem. Pois. Qualquer um pode abrir um restaurante. O pior é o resto. Mais um sítio para esquecer. Não percam:
Polvo à lagareiro com saco de plástico na cabeça
Ervilhas com ovos escalfados à mocada

Velhinha aflita

Um dia à saída do meu antigo serviço, quando atravessava a Rua Gomes Freire, dirige-se a mim uma velhinha toda aflita e a tremer muito. Pedi-lhe que se acalmasse e então disse-me que andava perdida, pois já tinha dado não sei quantas voltas às ruas e não conseguia encontrar um jardim. Perguntei-lhe então para me dizer se esse jardim tinha alguma coisa que eu pudesse identificar e respondeu-me que só sabia que tinha lá uma casa ou barraca de madeira. Foi fácil para mim. Perguntei-lhe se não seria no Campo Santana? Foram palavras mágicas. Assim que as ouviu disse logo que era isso mesmo. Era para lá que queria ir pois tinha umas pessoas que lhe pertenciam, no Hospital dos Capuchos. Por acaso ela já estava do lado certo da rua. Ensinei-lhe que bastava ir em frente atravessar umas quantas ruas sempre pelo mesmo passeio e num instante estava no Campo Santana. Aí poderia perguntar onde era o dito Hospital. Tive pena de não a poder acompanhar. Fiquei com remorsos, mas estava mesmo com projectos e muita pressa. Foi a cena mais emocionante que se passou comigo e com alguém que eu não conhecia. Agarrou-me as mãos ainda a tremer, toda reconhecida. Foi emocionante.

Beberam o meu café

Num passado mais ou menos recente estava eu numa loja de conveniência em frente do Liceu Camões em Lisboa acompanhada do filho mais novo que ía almoçar uma refeição leve. Ele pagou o almoço e eu apenas queria um café, pego na chávena e deslocámo-nos para uma das mesas disponíveis onde não há bancos. Estava de costas para a porta e nem me apercebi. Não tive tempo de pôr a mão à chávena, aparece um indigente que a agarra e bebe o meu rico cafezinho duma assentada só. Eu nem queria acreditar. As empregadas da loja nem se mexeram e nem tiveram a gentileza de me oferecer outro. Para mim foi uma loja para esquecer.