sexta-feira, 30 de maio de 2008

Férias, frango assado no forno, pernas


Parece mentira mas não é.

Há uns anos tivémos a oportunidade de passar uns dias de férias em casa de uma família na zona da Lourinhã. Éramos nós com dois miúdos e uma afilhada e uns cunhados também com uma afilhada. Já próximo do término dessas pequenas férias, conversando com a nossa conhecida e dona da casa, combinou-se que o jantar desse dia fosse frango assado no forno. Ela tinha daqueles criados lá no quintal e nós comprámos vários num talho e lá se fez o assado, num forno de lenha. Até aí tudo bem. Quando nos sentámos para jantar é que foram elas: fomos servidos pela própria que teve o cuidado de esconder todas as pernas e coxas dos frangos. Troquei uns olhares com o meu marido e lá fomos comendo aquilo que nos quis servir. Nunca chegámos a ver as ditas pernas assadas. Que foram para o forno é verdade mas que não chegaram à mesa também. Não tivémos lata de dizer nada e o jantar parece que até nos caíu na fraqueza. Em casa da minha mãe foi sempre hábito, quando havia visitas, servir o melhor que se tinha, na melhor loiça, a melhor toalha de mesa etc. etc.etc., e ainda mais grave porque nós tínhamos comprado bastantes frangos pois éramos muitos.


Não sei que nome se dá a este tipo de atitude. Nunca mais tivémos vontade de passar férias em casa de ninguém. Mais vale só que mal acompanhados.....

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Paço d'Arcos, Chafariz Velho, 1775























































Na Estrada Marginal em direcção a Cascais, e em Paço D'Arcos, uma localidade com muita história, encontra-se este chafariz, que sempre conheci dos meus passeios por estas zonas.
Perguntei a uma senhora por ali residente perto, qual o nome e respondeu-me que era conhecido por Chafariz Velho. Decerto haverá um nome histórico. Foi constriído em 1775 ou seja, vinte anos após o terramoto de 1755 que dizimou Lisboa e arredores. Os arredores naquele tempo eram menos longíquos do que hoje.
Já foi objecto de uma reportagem televisiva, há muitos anos, pelo saudoso Fernando Pessa, que com o seu português especial, dava mais interesse a qualquer trabalho que fizesse.
Hoje notam-se ali perto, os sinais do vandalismo que teima em pensar poder fazer o que querem naquilo que é pertença de todos nós, os actuais e os que nos seguirem.
Numa quinta que está junto ao chafariz, surgiram dois grandes cães de guarda, mas que, quando viram a nossa cadelinha, ficaram deslumbrados. Que se lixe a guarda....

Cascais, Artes da pesca, Covos para pescar polvos











Ontem dia 28 de Maio andámos por aqui e como tudo o que é relativo ao mar e neste caso às artes da pesca, me interessa, não pude deixar de obter estas fotos bem elucidativas do trabalhão que é preciso ter para que os polvos cheguem à nossa mesa.

Paço d'Arcos, Portão antigo, Puxador marinheiro

Por aqui passou um marinheiro, de certeza, pela forma como imaginou este puxador original feito com nós.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Moínhos de outros tempos e outros sítios




















Desenhos de vários modelos de moínhos que descobri numa edição antiga das Selecções do Reader's Digest, O Grande Livro das Estradas da Europa, que foi comprado por nós em 1977, na ideia de que iríamos ser uns grandes viajantes.....

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Cristóvão Colombo, Alentejano de Cuba


Cristóvão Colombo era português, e de Cuba?
23.05.2008 - 15h49 Teresa Firmino
Nos últimos anos surgiram novos livros de investigação com a tese de que Cristóvão Colombo era português - de Cuba, no Alentejo - e não genovês, como conta a versão "oficial" da história. Será mesmo assim? Amanhã, para discutir os mistérios em torno do explorador, o Núcleo de Amigos de Cuba e a câmara municipal organizam uma tarde de conferências no centro cultural da vila.Dos EUA virá o luso-americano Manuel da Silva Rosa - que há 17 anos anda às voltas com os mistérios de Cristóvão Colombo. Na sua palestra em Cuba, Manuel Rosa vai argumentar que o documento aceite como testamento de Colombo, de 22 de Fevereiro de 1498, é falso. Ora, este documento, sublinha Rosa, é o único em que Colombo aparece descrevendo-se como um tecelão de Génova. "Todos os outros documentos que falam de Génova são de terceiros", diz Manuel Rosa. "Há 200 ou 300 anos que os historiadores se apoiam neste testamento como prova de que ele era um tecelão de Itália."Manuel Rosa não está nada convencido desta tese, e explica porquê: um dia antes de morrer, a 19 de Maio de 1506, na cidade espanhola de Valhadolid, Colombo mandou chamar o notário e várias testemunhas para fazer uma adenda a um testamento que tinha feito em 1502.
Parte de uma notícia do "Público" via Internet hoje dia 23/5/08.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Barcos típicos na Moita











Não cansa ver estas imagens. Aqui ainda há tradição. Uma parte da Moita que tenho descoberto aos poucos e que foi uma surpresa. Pessoalmente sabia muito pouco desta localidade, com excepção das lides.
Acrescento que as fotos são da minha autoria e têm uns meses.
Não tenho as datas mas são mais ou menos do verão de 2007.
Estava um dia lindo e tenho pena de perceber nada de fotografia, sou apenas curiosa e agora com máquina digital, que segundo dizem os entendidos em fotografia não têm o mesmo valor das tradicionais máquinas com objectiva. Tenho alguns exemplares dessas máquinas e estava desejando algo mais prático como as actuais e talvez já sejam consideradas desactualizadas. Eu gosto e por agora é o que me vai entretendo.

Hospital Grandela,Cabeço de Montachique, Loures

Aqui seria um orifício para os vigamentos de madeira?
Mais dois pormenores desta antiga construção. Nesta imagem da entrada ptincipal, não se percebe se chegou a estar esculpida ou seria apenas um esboço.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Açores, Construções antigas de pedra, Espigueiro

Espigueiro
















Desta vez as imagens são da semana passada nos Açores. A Dores andou por lá a passear e encontrou, entre outros cenários de sonho, estas construções antigas em pedra e que ficam muito bem aqui neste meu bloguito.
Falando com a Dores esclereceu-me que aqui funciona um turismo rural, que há casinhas para alugar e também existe uma mercearia à antiga, com produtos pendurados no tecto. Foi pena mas não consegiu tirar uma foto. Também se pode comer neste local. Ou seja: o melhor é lá irmos e ver com os nossos próprios olhos estas belezas e outras...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Cegonhas bébé, Alentejo

Mesmo à beira da estrada a caminho de Campo Maior deparámos com muitas cegonhas e os seus ninhos. Neste só havia crias, já crescidas, à espera dos pais. A cegonha, uma ave misteriosa. Quando eu era pequenina habituei-me a vê-las em Lisboa. O "progresso" fê-las desaparecer. Mas eu sei onde estão as árvores desse tempo, no Museu do Traje e à entrada do Jardim de Campo Grande, entre outras que havia. Todos os anos lá chegavam elas para por os seus ovos.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sé de Lisboa, Portugal

A Sé de Lisboa. Templo da época medieval. Neste local nasceu Santo António. Provávelmente, o local mais fotografado da cidade, em termos de Monumento.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Santo Antão do Tojal,Loures,D.João V, Pombais


Pombais do tempo de D. João V
Na quinta do Palácio dos Arcebispos em Santo Antão do Tojal existem estes pombais do Tempo de D. João V. Quando o rei se deslocava para Mafra fazia paragens em algumas localidades e esta em Santo Antão do Tojal era uma delas. Entre outras maravilhas da época encontrei estas construções que são antigos pombais. Por aqui passeava e descansava o Rei. Era tudo tão longe.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Açores,Vitorino Nemésio

" Se bem me lembro....."

Era assim que Vitorino Nemésio começava a conversa nos seus programas que passaram na RTP há longos anos. Eu gostava de ver e ouvir, apesar de ser jovem. Achava aquela pessoa com uma maneira de falar diferente mas cativante. Hoje recebi a foto deste painel, gentilmente cedida pela Dores que esteve nos Açores a semana passada.

Descoberta de Caravela Portuguesa na Namíbia

O navio afundado ao largo da Namíbia tem canhões, instrumentos e moedas portuguesas e espanholas. Os cientistas acreditam que se trate de uma caravela portuguesa. O navio encontrado na Namíbia pode ser uma nau da rota das Índias. Não há certezas, mas a notícia está a correr o mundo: do fundo do Atlântico abre-se uma janela sobre o passado. No dia 1 de Abril, por mero acaso, uma equipa de arqueólogos da empresa de diamantes sul-africana, De Beers, numa das suas expedições, descobre os restos de um navio e um verdadeiro tesouro: duas mil e quinhentas moedas de prata e ouro, portuguesas e espanholas, dois astrolábios e cinquenta dentes de marfim. O achado foi silenciado durante algumas semanas, mas nos últimos dias uma viagem pela Internet mostra a dimensão do tesouro. Numa fotografia, o chefe da equipa, o arqueólogo Dieter Noli, conta as moedas encontradas e desfazem-se as dúvidas: tudo indica que o navio é português mas, ao contrário do que chegou a ser divulgado, não se trata da caravela de Bartolomeu Dias. Os arqueólogos portugueses defendem que deverá tratar-se de uma nau da rota das Índias que terá partido de Lisboa em direcção à Índia. Os lingotes de ouro a bordo indicam que ainda não se tinham realizado trocas comerciais. A viagem terminou na costa da Namíbia, junto ao que é, cinco séculos depois, a fronteira com a África do Sul. A pergunta que se coloca é como pode o património regressar ao porto de origem? Seguem-se negociações diplomáticas. Oficialmente, Portugal ainda não foi informado e a Namíbia não assinou a convenção da UNESCO que protege o património arqueológico que estipula a partilha do achado. Ainda não há técnicos portugueses no local, apesar da importância histórica do achado. A tripulação da caravela portuguesa, em meados do século XVI, rondava os 50 homens. A confirmar-se a suspeita dos historiadores, o tesouro descoberto na Namíbia pode revelar um pouco mais da nossa História.
Noticiado hoje pela SIC na Internet.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Ericeira, Capela de São Sebastião


















Capela de São Sebastião na Ericeira, ali bem perto do mar. Por fora é toda branca e no seu interior, com o tecto em ogiva, alguns pormenores bem coloridos.

Rotunda da Boavista, Porto

O Leão espezinha a águia....
Nem tudo o que parece é. Apesar da cena retratada, a história desta estátua é outra bem diferente. Não tem nada a ver com futebóis.....
Oportunamente irei dá-la a conhecer.

Porto, Pérola do Bolhão

Pérola do Bolhão, Porto
Uma mercearia do Porto que é um monumento. Um dia, ao passar por aqui vi exposto o maior bacalhau.

Porto, Monumento ao ardina

Foto engraçada que a Teresa me enviou do Porto, a título de curiosidade.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Cabeço de Montachique, Casa antiga

Sempre gostámos desta casa e os proprietários têm o cuidado de mantê-la impecável. É um regalo para a vista.