quarta-feira, 19 de março de 2008

Supermercado Doce Mel, Figueiró dos Vinhos

Figueiró dos Vinhos visto a partir do alto da Torre da Antiga Cadeia
Este fim de semana tivémos necessidade de encomendar um leitão assado num supermercado em Figueiró dos Vinhos, que já conhecíamos. O leitão é assado em Maçãs de D. Maria que também conhecemos, inclusivé o local onde os mesmos são preparados e até já lá comprámos pessoalmente. Até aqui tudo bem. Marcou-se então que a encomenda estivesse pronta por volta das 16,30 para levantar nesse supermercado. Um pouco antes da hora fomos até lá mas ainda não tinha chegado o dito. Fomos esperando, esperando, andámos visitando a loja a ver as novidades, fizeram-se umas pequenas compras e do leitão nada. Continuando a esperar aproxima-se o dono que, com muita simpatia liga para o local de onde devia vir a nossa encomenda. Lá ficou outra vez combinado que daí mais ou menos a 15 minutos chegava pois o empregado estava já a caminho de Figueiró. O tal senhor achou piada nós não estarmos aborrecidos e foi dizendo que lamentava, que tempo é dinheiro etc etc. Nós sempre a dizer-lhe que não se preocupasse que havia tempo. Então, num gesto único, perguntou-nos para onde seguiria o leitão, respondemos-lhe que para Vila Nova de Oliveirinha, Tábua, para o almoço de Domingo. Muito bem, então quando os senhores saírem pela caixa vão levar, oferta minha, duas garrafas de Vinho Viçoso da Bairrada para acompanhar e não se esqueçam de o beber bem frio. E esta hem? Foi a primeira e única vez que vimos aquela pessoa que nos quis compensar pelo tempo de espera ainda que nós não tenhamos protestado. Fica aqui o nosso elogio ao proprietário do Supermercado Doce Mel em Figueiró dos Vinhos.

quarta-feira, 5 de março de 2008

O amanhecer com vacas


Um senhor conhecido do meu marido viajou para França acompanhado da esposa a fim de visitar os pais dele que são lá emigrantes há muitos anos.


Foram em carro próprio, levavam tenda e íam parando à medida das suas necessidades inclusivé para não viajarem de noite.


Numa das zonas dos Pirinéus que eles já conheciam de outras viagens encontraram um campo verde sem árvores próximo, montaram a tenda, jantaram e lá passaram mais uma noite.

Até aqui tudo bem, mas ao amanhecer começaram a ouvir vozes de vacas a mugirem, vêm espreitar para o exterior e ficaram estupefactos: o campo estava coberto de vacas a pastar e a tenda ali perdida no meio delas. Ficaram extremamente assustados sem saber bem o que fazer.

Pensaram e então decidiram que o senhor, muito devagarinho sem alaridos fosse pondo as coisas no carro, a senhora sentou-se dentro do mesmo e com muito calma conseguiram sair dali sem que nada de grave lhes tivesse acontecido.

Eu também gostava de estar ao longe para ver esta cena.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Era uma vez uma chave, Feira da Ladra


Este caso não se passou comigo mas sim com um antigo colega a quem e não sei porquê, também lhe aconteciam coisas insólitas, no fundo, como a todos nós.


Contou-me ele que tinha uma antiga fechadura em bom estado mas sem chave que não lhe tinha qualquer utilidade assim.


Um dia deambulando pela nossa Feira da Ladra em Lisboa, descobriu num vendedor, amontoadas no chão, uma série de chaves. Perguntou ao vendedor se levasse a fechadura até lá ele lhe autorizava a experimentá-las para tentar encontrar alguma que lhe desse com a mesma. Estavam marcadas a cinquenta escudos (ainda).


Na vez seguinte lá trouxe a fechadura e pacientemente foi experimentando até que encontrou uma que servia, levanta-se, prepara-se para pagar e eis quando o vendedor lhe pede quinhentos escudos. Ele ficou passado e disse-lhe que estavam marcadas a cinquenta.


Explicação do vendedor: a cinquenta as que não serviam, as que serviam tinham que ser a quinhentos.


Conclusão da história: a fechadura voltou para casa sem chave....

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Calceteiros em Lisboa, calçada portuguesa

Hoje ao passar na Rua do Conde Redondo em Lisboa encontrei este trabalhador a reparar um passeio. É uma profissão muito apreciada e muito valiosa. Eu tive dois tios maternos que também eram. Um deles funcionário da Câmara Municipal de Lisboa e o outro irmão funcionário no Palácio Nacional da Ajuda também em Lisboa. Eram chamados calceteiros.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Carrinha Dodge 1947

Dodge de 1947
Como apreciadores de carros antigos, os chamados clássicos, não pude passar indiferente a esta pequena notícia do Jornal Sexta Feira. A carrinha restaurada pertence aos Bombeiros Voluntários de Valadares. Espero ter o prazer de a ver pessoalmente um dia. Quem sabe? Nos nossos encontros de clássicos. Parabéns aos autores.

Bolinhos de chuva, Brasil


Encontrei esta curiosidade junto às receitas antigas da minha sogra que juntava todas as que podia. Adorava cozinhar e ver as novelas brasileiras pois em Portugal, as primeiras novelas vieram do Brasil, com especial relevância para a "Gabriela, Cravo e Canela" de Jorge Amado. Foi uma referência para nós. Não se perdia um episódio. Foi o início do acesso a uma outra cultura que não era dispendiosa. Estive a organizar um pouco melhor as antigas receitas e encontrei umas coisas engraçadas. Se ela pudesse ver achava piada a esta novidade dos blogs.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Massa verde,feijão verde,caldo verde

Há uns anos atrás necessitei de me deslocar a uma pequena loja na minha área de residência com a finalidade de comprar um pacote de massa verde. Ía experimentar uma receita nova e não tinha dessa massa em casa. Entrando na dita loja perguntei à proprietária, a D. Maria José, se tinha massa verde, ao que ela me respondeu que não tinha. Ainda estava dentro da loja quando chegou uma segunda cliente perguntando se havia feijão verde e também não tinha. De seguida entra uma terceira cliente que pergunta por caldo verde que por acaso também não havia. A minha surpresa e a da D. Maria José foi de espanto. Numa questão de minutos, três clientes perguntando por produtos verdes e nenhum deles havia.....são coisas do dia a dia que nos acontecem, muito insólitas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Visita ao Palácio de Belém

Palácio Nacional de Belém, Lisboa
Corria o ano de 2002/2003? quando eu e uma ex-colega, a Graça, nos lembrámos de ir visitar uma exposição de presépios no Palácio de Belém. Se bem o pensámos melhor o fizémos. Combinou-se o dia e lá fomos nós, porque trabalhávamos por turnos que coincidiram, transportes escolhidos e eis-nos a caminho do Palácio, talvez por volta das 15 ou 15,30H, quando lá chegámos.

Mas aqui temos uma surpresa: não havia exposição de presépios mas sim de tapetes de Arraiolos. Pensámos e decidimos aproveitar a nossa deslocação na mesma, pois já lá estávamos à porta.

Falou-se com o segurança sobre o assunto, deu-nos ordem para entrar e lá fomos visitar a dita exposição.

Durante o percurso no Palácio passava-se de umas salas para as outras sem portas pois circula-se facilmente entre as mesmas.

Estávamos já lá há um bocadito, nós e outros visitantes (poucos) quando se fez total silêncio, olhámos e eis que passa o Senhor Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, acompanhado talvez de um Secretário, com as respectivas pastas debaixo do braço, a caminho do Gabinete Presidencial. Cumprimentou-nos dizendo boa tarde meus senhores e minhas senhoras, ao mesmo tempo fazendo-nos uma pequena vénia, sorrindo. E nós também. Tão simples quanto isso.

Se quizéssemos visitar o Presidente, provavelmente, não seria possível e sem que nada o fizesse prever aconteceu. Gostámos. Para mim, politiquices à parte, que não sou disso, foi o Presidente da República mais simpático e mais próximo de nós, vulgares cidadãos ( em minha opinião).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Velhinha aflita

Um dia à saída do meu antigo serviço, quando atravessava a Rua Gomes Freire, dirige-se a mim uma velhinha toda aflita e a tremer muito. Pedi-lhe que se acalmasse e então disse-me que andava perdida, pois já tinha dado não sei quantas voltas às ruas e não conseguia encontrar um jardim. Perguntei-lhe então para me dizer se esse jardim tinha alguma coisa que eu pudesse identificar e respondeu-me que só sabia que tinha lá uma casa ou barraca de madeira. Foi fácil para mim. Perguntei-lhe se não seria no Campo Santana? Foram palavras mágicas. Assim que as ouviu disse logo que era isso mesmo. Era para lá que queria ir pois tinha umas pessoas que lhe pertenciam, no Hospital dos Capuchos. Por acaso ela já estava do lado certo da rua. Ensinei-lhe que bastava ir em frente atravessar umas quantas ruas sempre pelo mesmo passeio e num instante estava no Campo Santana. Aí poderia perguntar onde era o dito Hospital. Tive pena de não a poder acompanhar. Fiquei com remorsos, mas estava mesmo com projectos e muita pressa. Foi a cena mais emocionante que se passou comigo e com alguém que eu não conhecia. Agarrou-me as mãos ainda a tremer, toda reconhecida. Foi emocionante.