sábado, 16 de janeiro de 2010

Peniche, Sardinhas portuguesas certificadas, História









































































































































Ontem, dia 15 de Janeiro de 2010, foi dada a espantosa notícia da certificação da sardinha portuguesa. E como este peixe faz parte de nós, portugueses e da nossa história, aproveitei a oportunidade para estas fotos que tirei em 2007, num dia que fui a Peniche e às suas docas. Quis o destino que estivessem a descarregar naquele momento, as famosas sardinhas.
Todo aquele ambiente é lindo, complementado pela barulheira das gaivotas, que servia de música de fundo.
E como a sardinha fez e faz parte também da minha história, penso que é muito merecida a sua divulgação no meu blog, pelo modo como eu a vejo.
O culto da sardinha foi-me dado pelos meus pais, eles próprios, adoravam este peixe que era obrigatório à nossa mesa, sempre que possível e nenhum de nós ficou farto dela.
Nesses tempos conheci: Sardinha assada ( a raínha), sardinha de barrica (que o meu pai adorava), petinga frita (com arroz de grelos, açorda, batata cozida, com pão ou sem acompanhamento (à guloso), arroz de pimentos com sardinha, caldeirada de sardinha ou de outros peixes e sardinha, petinga albardada (passada por polme de farinha e ovo), sardinha de escabeche, de cebolada. Mais tarde e numa fase mais moderna, a bola de sardinha e os filetes de sardinha.
Para mim, sardinha assada pode ser: sem nada a acompanhar, em cima de uma fatia de pão, em cima de uma batata cozida com a pele, com salada mista de pimentos (estes são obrigatórios).
Também cresci apreciando as nossas boas conservas de sardinha que ainda hoje fazem parte da nossa dispensa.
Uma versão que aprendi e que aprecio (para variar): sardinha de conserva escorrida, piclkes muito picadinhos, azeitonas descaroçadas também picadas gema de ovo cozida ou ovo completo e uma colher de maionese. Desfaz-se muito bem com um garfo e forma um paté que se pode comer de qualquer maneira, com tostas mini ou à guloso...
Quando não encontro da fresca à venda ou se encontre, mas pouco gorda, opto pela congelada que se pode comer em qualquer altura do ano, com muito sucesso.
Antigamento dizia-se que a sardinha era boa quando se aproximava a altura dos Santos Populares, por volta de Junho. Hoje já não sei se é assim. Para mim, é boa todo o ano, venham de lá umas sardinhas.... e o resto é conversa.
Vivam as sardinhas portuguesas!!!
Vivam os nossos pescadores!!!

2 comentários:

sergio tiago disse...

Nem mais, antes como te deves lembrar não era grande fâ de sardinhas , fossem elas de que maneira fossem, hoje em dia já gosto mais, no entanto continuo a não gostar das espinhas, mas já gosto bastante do sabor, e por mim tambem as prefiro simples, sal e já está, são de facto um tesouro nacional que merece ser protegido e preservado.

ssssssssssssssssttttttttttttttttttt

Luisa Moreira disse...

Para mim, sardinhas de todas as maneiras.
Desconhecia esta certificação. Obrigada Isabel.

Beijinho

Luisa